rua das gáveas. copacabana-lisboa.

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Rua da Bica e o hábito adquirido de supor todo um núcleo familiar pela análise de suas roupas íntimas. 
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Rua da Bica e o hábito adquirido de supor todo um núcleo familiar pela análise de suas roupas íntimas. 

  • 4 days ago
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Cardápio, Casa da Índia.
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Cardápio, Casa da Índia.

  • 4 days ago
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Superlua, Copacabana.

  • 1 week ago
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São Januário. 
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São Januário. 

  • 1 week ago
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Copacabana-Lisboa.

  • 2 weeks ago
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Sal grosso. Esse é um dos meus curtas prediletos. A ideia de um churrasco legendado assim é incrivelmente boa. Tenho muitos vídeos de Lisboa e, já quando os filmei, pensei em imitar Sal grosso. Vou imitar. Penso muito nesse filme sempre, durante a vida banal e nos pequenos momentos - resume muita coisa para mim; o jeito como penso.

Thiago Camelo

  • 4 months ago
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Miguel, amigo do Brasil, pediu dicas de Lisboa. Ninguém havia ainda pedido dicas de Lisboa. Foi bom escrever. Fico me perguntando se um dia esquecerei como andar pelas ruas, se vou perder os atalhos ou, inclusive, os caminhos mais banais. Hoje parece impossível, mas “o correr da vida embrulha tudo”. Seria bom lembrar de novo, então. 

O meu e-mail.

+++

Bairro Alto/Príncipe Real/Chiado

Morei no Bairro Alto. Na rua das Gáveas, em frente ao largo Camões. Lembre de mim quando vir a rua. Gosto de lá, porque é bonito e bem central. Bem central mesmo.

Esses bairros estão em todos os guias e, por isso, há muitos turistas por lá. São bem coladinhos. Funciona assim: a turma vem da Baixa, sobe o Chiado - onde tem a fatídica estátua do Pessoa - e continua para o alto e avante, pelas ruas do Bairro Alto até Príncipe Real. Nestes quarteirões, há alguns dos meus restaurantes prediletos de Lisboa, seja pelo preço, pelo folclore ou, mesmo, pelo sabor da comida.

No Bairro Alto, na rua do Loreto, tem a Casa da Índia, um lugar em que ia sempre. A comida não é fantástica, mas o clima é. E é bem português. Lá é bom porque é um dos lugares mais baratos que vi para comer amêijoa. Amêijoa é como se fosse vôngole, um mexilhão mil vezes mais gostoso. Em Portugal, em geral, come-se amêijoa à Bulhão Pato. Bulhão Pato era um poeta, então é como se fosse estes pratos do Brasil - coisas “à Osvaldo Aranha” etc. O cara curtia amêijoa com este molho e a moda pegou.

Então, uma dose de amêijoa, que dá legal para duas pessoas, costuma ser uns 15 euros. Lá custa 10, e é bem honesto. Se quiser comer uma das melhores de Lisboa, vale ir ao Pinóquio, que fica na praça dos Restauradores, na Baixa. Lá é um lugar bem tradicional também, mas é certamente mais turístico. O Zeca Pagodinho, quando vai a Lisboa, só vai ao Pinóquio. É meio boteco, só que é careiro.

O Bairro Alto é o ‘night discrict’ dos guias. À noite lá é cheio como as ruas da Lapa (desculpe a analogia, prometi não fazer!). Começa a ficar cheio a partir de quinta-feira. Eu acho que vale a pena ir pelo menos uma vez para lá à noite, para ver como é. Perder-se nas ruazinhas de ladeira é legal. A melhor rua para andar por lá, à noite ou de dia, é a Rua da Rosa. É a única que sobe desde a rua do Loreto até Príncipe Real, sem interrupção de travessas. É uma rua longa e bem mais calma que as demais. Tem mil restaurantezinhos legais e lojinhas bonitas.

Ainda no esquema ‘noite’, vale muito mesmo ir, no Bairro Alto, à rua da Bica. Esta rua é considerada um bairro à parte. De dia, é aprazível e bucólico (termo um tanto pleonástico em Lisboa). Tem um restaurante lá bem legal, chamado A Vizinha. Abriu logo quando cheguei e fez um sucesso danado. Não tem nada de mais, mas o lugar é bem charmoso e a dona, a Ligia, é uma das figuras mais legais que conheci em Lisboa. Ela é de Madeira (“terra de fascistas!”), politizada e inteligente. Boa pessoa. Se passar lá, e você tem que passar, porque a Bica é uma das ruas mais lisboetas de Lisboa, mande um beijo do Thiago Camelo para ela!

Então, à noite a rua da Bica é bem legal, porque os portugueses, fartos de tanto turista na região, concentram-se nos bares de lá (que só abrem depois de umas 22h) e ficam conversando na rua. Era para onde eu saía em Lisboa. No final da noite, a turma desce a Bica e vai para o Cais do Sodré, que vale muito a pena. É meio perdição, mais Lapa até do que a comparação anterior. Mas está ficando cada vez mais ‘cool’ (assim como a Lapa). O cais é a história de sempre: lugar abandonado que foi revitalizado etc. etc. etc. Lá tem o bar mais legal de todos, que é o Sol e Pesca (na rua Nova do Carvalho), um lugar em que só se vende conserva. É meio surreal, mas é bem agradável. Abrem-se bares todo fim de semana lá e tem ficado superlotado.

Na travessa do Conde de Soure, transversal à rua da Rosa e já no pé de Príncipe Real, tem um grande bar. O Loucos e Sonhadores. Coisa de quem é local mesmo. É um bar acolhedor, sobretudo quando se está frio. Ele é meio ‘abaixo do nível do mar’, sabe? Meio um subsolo. O dono, cujo nome esqueci agora, é fã absoluto de literatura brasileira. É um senhor de cabelo branco, gente boa toda a vida. Puxe, já bêbado, assunto com ele. É demais.

Finalmente, de dia, vá mesmo à praça Príncipe Real. É uma praça linda de morrer, e tem um cedro sem igual, amparado por estruturas de ferro com uns banquinhos embaixo. É bonitão.

No Chiado, tem um restaurante que descobri no último dia que é beeem bom e barato. Chama-se Das Flores, e fica na Rua das Flores. É pequeno e tem de reservar. As pessoas vão lá para almoçar. Tem um bacalhau incrível (não preciso falar de bacalhau, né? Eu gosto do à lagareiro - assado com batatas - e à Brás, que é com ovo). Lá também tem uma carne alentejana que vem com amêijoa, que não comi mas vi na mesa ao lado e invejei. Tem o melhor croquete que já comi na vida também.

De livraria, pô, vá à Bertrand, no Chiado. Eles se dizem a livraria em atividade mais velha do mundo. Não sei se é, mas vale a história. Lisboa tem em cada esquina uma livraria ou um sebo. Já que você certamente vai ao Chiado, passe ali na Fnac, que é bem completa e faz eventos interessantes. Entreguei num desses eventos o meu livro para Hugo Mãe, figura onipresente em Portugal. O cara é pop mesmo, embora tenha sido esculachado pela crítica no seu último livro.

Aliás, compre a Timeout na quarta, porque sempre tem dica muito boa. Vale passar o olho na programação cultural e nos restaurantes. Eu adorava comprar a Timeout. Na sexta, compre o Público, leia o Ípsilon e, como eu, inveje o melhor caderno cultural escrito em português hehe.

Tente descer o Bairro Alto pela Escadinha do Duque, perto da Igreja de São Roque. A escadinha é supercharmosa e, do nada, vem uma vista linda do Castelo. Tem um bom restaurante ali, o Café Buenos Aires.

Ah! Na rua Nova da Trindade, no Bairro Alto, tem a Cervejaria Trindade. Tem turista à beça. Mas vale muito, cara. É bonito e gostoso demais. É carinho também. O bacalhau à Brás é bonzão, o chope (aí se chama “imperial”) idem. Caldo de camarão de entrada vai bem. Tem um lombo de porco, algo assim, que é uns 13 euros e é incrível. Vá lá, que vale bem a pena.

Miradouros

Lisboa tem muitos miradouros e, acredite, não dará tempo de ir a todos. Eu mesmo não consegui ir, embora tenha ido a uns muito Lado B. É foda demais, Miguel, poder olhar a cidade tão do alto sob tantas perspectivas. Os que estão nos guias são o do São Pedro de Alcântara (ao lado da Príncipe Real) e de Santa Luzia (Alfama). São lindos, de fato. Mas não deixe de ir aos dois que há na Graça, bairro incrível, meio acima de Alfama e pouco presente nas dicas comuns sobre a cidade. A Graça era um bairro operário, com várias vilas. Entre elas, a Vila Sousa, um prédio azul-verde que se vê de vários cantos da cidade. É lindo. Lá tem dois miradouros. O da Graça, perto do largo da Graça. Este é mole de chegar. Mais ao lado tem o Miradouro da Senhora do Monte, a colina mais alta da cidade. É a melhor vista do mundo. Tem de ir. E a dica ‘insider’: ao lado desse miradouro tem um hotel chamado Hotel Albergaria Senhora do Monte. No último andar tem um bar com a vista ainda mais alta que o Senhora do Monte. Vale subir!

Fora esses miradouros, há vários outros. Mas aí só morando mesmo para reservar tempo para ir a todos.

Ah! Muita gente curte o elevador de Santa Justa. Eu não acho assim tão legal não, sobretudo após ver tantos outros miradouros mais incríveis.

Baixa

A Baixa não tem erro. O que diria é para ler bem a história da revitalização que o Pombal fez pós-terremoto - aliás, bicho, esse terremoto dá uma grande história. Foi colossal. É bacana porque é o único lugar com quarteirão e simétrico de toda a cidade. Fruto mesmo da obra de Pompal. Observe a Baixa do alto e verá isso.

Na Baixa, destaque total para a Praça do Comércio (até hoje chamada de Terreiro do Paço) e o arco que marca, simbolicamente, o início da cidade. À frente da praça, um ‘miradouro plano’ é perfeito para ver o pôr do sol no Tejo. Meu irmão, o céu de Lisboa é sinistro. Pare quando ele começar a ficar laranja. 

Eu diria para você ir ao Palmeira, na rua do Crucifixo, porque é beeeem português e a comida é baratíssima. A turma que trabalha na Baixa almoça por ali. Pô, peça uma porção de tremoço hehe. Eu sei que há tremoços aqui no Brasil, mas tremoço em Portugal é muita onda! O prédio em que está o Palmeira foi um dos poucos dessa região que sobreviveu ao incêndio na década de 80 que lambeu o Chiado e parte da Baixa. Veja que ele ainda tem as marcas do incêndio.

Por falar em incêndio, na Baixa tem a igreja de São Domingos, que fica no largo de mesmo nome. A igreja pegou fogo na década de 50 e só reabriu em 94. Ela reabriu cheia de cicatriz, e isso torna o ambiente muito surreal. Eu acho que é a minha igreja predileta no mundo. Sei lá, parece uma igreja pós-nuclear, por assim dizer. Vale dar um pulo lá.

Aí, Miguel, vale os passeios óbvios. Ande ali pela avenida da Liberdade, entre nas mil ruas da Baixa e tudo mais.

Vá à Conserveira Nacional, o lugar onde aquele bar compra as conservas. Mesmo se você não quiser comprar nada, é lindo de ver.

Não se esqueça que, no Rossio, o D.Pedro IV é o nosso D. Pedro I.

Alfama

Alfama é impossível de se conhecer bem hehe. Fui mil vezes e me perdi. É enorme e tem zilhões de ruelas, então o que diria é o óbvio: perca-se. Mas dá para começar Alfama de um lugar, pelo menos: do largo do Chafariz de Dentro, onde tem um monte de beco com restaurantes ótimos. Na rua dos Remédios, ao lado do largo, há umas duas ou três casas de fado tradicionais. Fui à Mesa de Frades, onde começaram alguns cantores com quem fiz amizade (como a Carminho, famosa agora). Eu não gosto de fado, não consigo, acho chato demais. Mas se for para viver a experiência, que seja numa casa menos turística. Aí há a distinção entre fado e ‘fado vadio’. O vadio é feito por qualquer cliente do bar - algumas casas permitem que o sujeito levante-se e cante qualquer coisa. Como disse, eu não consigo gostar, mas há realmente uma tradição forte em Portugal de fado. Aliás, sabia que fado foi, por muito tempo, associado à ditadura, era meio música do regime? Há pouco tempo começou a ser ‘aceito’ novamente. Foi eleito ano passado patrimônio mundial, uma coisa assim. Foi uma comoção louca em Portugal.

Elétrico

Tem um passeio altamente turístico, mas vale a pena. Tomar o elétrico 28 na Graça e andar até o final da linha, que pode ser em Prazeres ou na Estrela (bairros bem próximos entre si). Vale a pena porque andar de bonde é bem legal e, também, porque se passa por toda a cidade. Graça-Alfama-Bairro Alto-Estrela.

Estrela

Estrela é perto do Campo de Ourique, o bairro residencial mais desejado de Lisboa, por ser ainda central, ter cafés etc. É onde fica a casa do Fernando Pessoa, que é simpática. Ali perto, tem o Jardim da Estrela, que não tem nada de mais (comparado a outros jardins do mundo) mas é acolhedor e bem português. Eu ia sempre lá tomar sol. Se por acaso o elétrico parar ali, entre no jardim, vale a pena. Ah! Ali no Campo de Ourique tem a Tasquinha d’Adelaide, comi uma paleta de cordeiro alucinante com a Elisa. Foi meio caro, mas segundo o Zambujo, um músico amigo meu do Alentejo (onde se come como homem), ali tem a melhor comida da vida. Lembra o cabrito do Capela, mas é bem melhor. Vale muito a pena.

Belém

É bonito, o mosteiro é lindo mas, pô, o lance ali é o pastel de Belém na pastelaria de mesmo nome. É um dos poucos lugares que valem a fama que tem. É um outro nível de pastel de Belém. Tu sabe, né? O único pastel de Belém é o de lá. O restante é o de nata. 

Vinhos

Passei meses tomando uma garrafa de vinho por dia. É mais barato que água com gás hehe. Eu costumava comprar o Esteva tinto, 3 euros e tal em qualquer supermercado. É ótimo. Tem também o Monte Velho, que aqui é 40 reais e aí é tipo 3 euros. É enlouquecedor o preço dos vinhos! Muito barato. Toma logo um Cartuxa por 15 euros. Aqui é 80 reais! Enfim, supermercado em Portugal é um mundo à parte, sobretudo a seção de bebidas.

+++

Miguel, certamente estou esquecendo 80% de dicas. Vou mandando à medida que lembrar. Não falei dos bairros um pouco mais afastados, como Santos, Alcântara, Mouraria etc. Aliás, a Mouraria nem é longe e é tão legal quanto Alfama, só que menos conhecido e mais acabado. Fica perto até do centro e a melhor subida é por Martim Moniz, ainda na Baixa.

Aproveite tudo na cidade, a gentileza direta do povo, o ritmo mais lento de tudo, a diferença-poética que o português de lá sugere. E depois marcamos na volta uma imperial para você contar como foi. Um abraço grande, Thiago.

P.s. Lembrei: ali na Bica tem o tal de Estrela da Bica, que tem que reservar, mas a comida é barata e é mó climão bom também.
- Ah! O Oceanário é incrível. Eu gosto dessas coisas, né? É o segundo maior do mundo, só perde para um no Japão. Fica num bairro meio Barra da Tijuca - o Parque das Nações. Mas vale a pena. Assim como vale a pena alguns museus, sobretudo o Museu da Cidade e o Gulbenkian. 

Fotos:

1 - O homem no Tejo.
2 - Vista do bar do hotel, Graça.
3 - Paleta de cordeiro.
4 - Conserveira Nacional.
5 - Vila Sousa.
6 - Jardim da Estrela. 

Thiago Camelo
  • 4 months ago
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Fui ao show do Zambujo, em setembro distante já. Achei esse vídeo agora no Youtube. O Zambas trouxe o Rancho de Cantadores da Aldeia Nova de São Bento, do Baixo Alentejo, para cantar em Lisboa.

Neste mesmo dia, pós-show, fui pela primeira vez ao Galeto, um dos meus restaurantes prediletos de Lisboa.

Achei estas fotos na internet do Galeto. Moraria na cadeira, dormiria no balcão.

Adoro balcão e esse restaurante é só isso. Mais de uma dezena de balcões em formato retangular. Dois garçons no centro de cada retângulo. Fica aberto até bem tarde - por isso fomos lá depois do concerto. Melhor prego que comi em Lisboa. Um prego com martelo (ou pão com bife e presunto).

Ainda sobre música: este dia na casa do Miguel foi bom demais também. Música d’Os da cidade, projeto dele com o Zambas. 

Voltei ao Brasil, ao blog, ao livro. Vamos lá. 

Thiago Camelo

  • 4 months ago
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Portugal 6 x 2 Bósnia. No Estádio da Luz.

Cristiano Ronaldo ajeita a bola, dá os seus idiossincráticos passos para trás e afasta a perna de modo ainda mais idiossincrático. Vai bater, mas não bate. Quem bate é Miguel Veloso. Golo. Meu primeiro gol(o) filmado - não esqueço.

Muito perto do campo.

Thiago Camelo.

  • 6 months ago
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Portugal 6 x 2 Bósnia. Filmei o hino para o meu pai. No Estádio da Luz.

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Letra do Hino Nacional
“A Portuguesa”

Letra: Henrique Lopes de Mendonça

Música: Alfredo Keil

I

Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d’amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

+++

Thiago Camelo

  • 6 months ago
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About

sou do brasil, rio. estive em lisboa, ganhei uma bolsa do centro nacional de cultura de portugal para escrever um romance. a história é na cidade. aqui coloco as minhas anotações, a pesquisa para o livro. tdscamelo@gmail.com
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